Posts de Fevereiro, 2009

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Paris

27/02/2009

Quando eu tinha dez anos de idade, meu pai e eu fizemos uma viagem a Paris, deixando meu irmão mais novo e minha mãe em Londres, onde ela estava fazendo um filme. Meu pai queria um tempo só para nós e isso se estendeu por uma semana. Nós ficamos em um grande hotel e ele disse que eu poderia escolher o que quisesse no café-da-manhã (batatas fritas). Nós fomos ao museu Pompidou, à Torre Eiffel e ao Louvre – os lugares usuais. Foi maravilhoso. No avião, de volta para Londres, ele me perguntou se eu sabia por que fomos, somente ele e eu, a Paris em um fim-de-semana. Eu disse que não, mas me sentia tão sortuda pela viagem. Ele disse, “Eu queria que você visse Paris pela primeira vez com um homem que sempre amará você, não importa o que aconteça”. Desde então, Paris foi e continua sendo muito especial para mim. Eu vivi lá por cinco meses em 1994 e eu viajei de volta várias vezes. Há lugares em Paris onde eu fico, como e brindo ao meu pai.

Amor,

Gwyneth

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Eu encontrei esse texto em um blogue que eu adoro, o De(cour)ação, e o seu original está aqui. É um post do site GOOP, da atriz Gwyneth Paltrow. Eu me surpreendi, ela dá dicas sobre viagens, comida, compras e outras coisas que qualquer um pode ter. Muito, muito bom.

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E eu chorei quando ela conta a frase do pai.

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A pedagogia das séries

26/02/2009

Everybody lies. (Todo mundo mente.)
House, da série House M.D.

Don’t trust in anyone. (Não confie em ninguém.)
Patty Hewes, da série Damages

Damn it! (Droga!)
Jack Bauer, da série 24 horas

I see the true. (Eu vejo a verdade.)
Allison DuBois, da série Medium

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Eu acompanho essas quatro séries simultaneamente: House M.D. (5ª temporada, fora os boxes das anteriores), Damages (2ª temporada), 24 horas (7ª temporada) e Medium (5ª temporada). Graças a isso, das duas uma: ou você se torna uma pessoa completamente desconfiada ou, quem sabe, alguém muito mais sagaz. No meu caso, as duas coisas

P.S. Na verdade, eu acompanho cinco séries, mas Grey’s Anatomy é o lado doce dentre todas. Afinal, alguma tem de me fazer chorar, não é?

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Inquietação familiar

26/02/2009

Moça reservada nascida em família curiosa pode ser um grande problema quando o afeto adentra a sala de estar.

Pai, mãe e irmão que especulam e moça que desvencilha. Isso não seria uma grande questão caso a família não gostasse do afeto. Eles até pensam “ela está sendo enrolada” e isso seria um ponto a favor na atual situação da moça, o seu desejo de querer ficar quieta. Assim, a veriam como a sofredora por amor e tudo bem. Mas não. O problema surge quando desenvolvem um grande carinho pelo afeto e você pode até imaginar as conversas na cozinha: “Ele a enrola, mas homens são assim e uma hora eles acordam, mas os dois são tão parecidos”. Como se um vestido rodado e um par de sapatilhas fossem felizes juntos pelo simples fato de serem a melhor combinação possível.

Ele chegou bem? Com quem ele foi? Vai ficar onde? Naquele lugar lá, ele foi com um grupo? Ele foi sozinho? Quando ele volta? Ele já voltou?

Não nos falamos. Não sei. Também não sei. Ele não me contou. Não faço idéia. Depois do Carnaval. De novo, não nos falamos.

Diante da ausência de respostas e da série de nãos, a fúria escorpiana da matriarca ecoou pela casa. “Ele deve estar se pegando com alguma morena.” E, para a moça, só sobrou uma resposta para encerrar o assunto: “Mãe, aí já não é problema meu”.

Grande aprendizado. Na existência de dúvidas, o assunto ficará com ela. De hoje em diante, para um rapaz entrar nos meandros de sua família, só quando houver certezas. Melhor ainda, se usarem aliança. Na mão esquerda, de preferência. Querendo ou não, essa simples argola responderia a todas as indagações familiares sem que ela precisasse abrir a boca.

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A quarta-feira e as cinzas

25/02/2009

Ela sabia, a quarta-feira de cinzas não existe para cada um juntar o que sobrou do Carnaval e seguir depois do meio-dia. É o momento de perceber o quão frágil é a vida. O que renasce das cinzas. O que renascerá? O que ainda permanece? Não há sol ou chuva, ventania ou tempestade, queimada ou maldade, apenas Deus poderá tirar o amor que ainda há em mim.

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Ela merece!

23/02/2009

Na entrega do Oscar em 1998, Kate Winslet havia sido indicada ao prêmio de melhor atriz pelo filme Titanic. Eu me lembro direitinho, a cara de desalento dela quando Hellen Hunt foi anunciada a vencedora pelo filme Melhor é impossível. Fiquei com o coração na mão.

No total, até hoje, ela teve seis indicações: atriz coadjuvante por Razão e sensibilidade (1995) e Íris (2001); atriz por Titanic (1997), Brilho eterno de uma mente sem lembranças (2004), Pecados íntimos (2006) e O leitor (2008). Pois foi por esse último que, finalmente, ela conseguiu o prêmio da Academia.

Foram 11 anos de espera. Eu dei um grito quando ela ganhou, tamanha a minha alegria. Daquela moça de 22 anos para essa mulher de 33 anos, o que vemos é uma atriz que conseguiu o prêmio não pela sua atuação em um único filme, mas por ser uma grande atriz. Se ela tivesse ganhado por Titanic, teria sido só mais uma estatueta, dentre tantas que o filme conquistou. Mas, hoje, o prêmio, o brilho e o mérito são todos dela. Dificilmente alguém ali merecia tanto quanto a Kate Winslet. Quantas vezes queremos o reconhecimento no momento em que não é para ser nosso? Ele vem, sempre vem, na hora que tem de vir.

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Clique nos títulos dos filmes para assistir aos trailers.