— Mas reflita, Emília. A que nos levará esse amor?
— Não sei!… respondeu-me com indefinível candura. — O que sei é que te amo!… Tu não és só o árbitro supremo de minha alma, és o motor de minha vida [...] Eu?… Eu te pertenço; sou uma coisa tua. [...] É o teu direito e o meu destino. Só o que tu não podes em mim, é fazer que eu não te ame!…
José de Alencar, trechos do livro Diva
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Na peça Hysteria, do Grupo XIX de Teatro, as palavras de Emília se transformaram no juramento de casamento da personagem Maria Tourinho. Assisti à peça cinco vezes. Graças ao comentário da Anna, que também assistiu, me peguei pensando na importância dessa peça em minha vida. E dei-me conta que o único momento em que chorei nas cinco apresentações foi esse. Na primeira vez, chorei ao pensar que queria amar assim. Na segunda, terceira e quarta, pensei na mesma pessoa. Na quinta vez, não precisei pensar. Algumas passagens na minha vida são tão belas que me emociono só de lembrar.
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