Escrever um livro é como criar filhos – a força de vontade tem muito pouco a ver com isso. Se tivermos um bebê chorando no meio da noite e dependermos apenas da nossa força de vontade para nos levantar da cama e alimentar o bebê, ele morrerá de inanição. Fazemos isso por amor. A vontade é fraca; o amor é forte. Não precisamos nos chicotear para ir até o bebê. Levantamo-nos por causa por causa de um único bebê, por amor. É desse modo que nos sentamos para escrever.
Annie Dillard, frase retirada do livro Por que amamos ler?, p.93
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Essa é uma das últimas frases do livro e me fez sorrir porque o meu lado maternal se encontrou com o meu lado escritora e ambos se entenderam perfeitamente. O livro é recheado de frases e, quando terminamos de ler, parece um bolo de chocolate que acabou antes da nossa vontade ser saciada. Ele poderia vir com mais páginas, em branco, para irmos preenchendo com novas frases encontradas ao longo do caminho.




