Esqueceram de mim

Pessoal, Sociedade

Os valores de nossa cultura levam homens e mulheres a acreditar que é possível ter filhos e ainda manter a mesma vida que tinham antes de tê-los. Não é. […] quando se tem filhos, a juventude deve ceder espaço à maturidade, independentemente da idade cronológica da pessoa. Esse amadurecimento tem sido uma raridade nos dias atuais. Nem sempre os adultos que decidem ter filhos se dão conta da complexidade dessa decisão, já que alguns dos valores importantes da atualidade apontam para a manutenção da juventude a qualquer custo e para a busca quase desesperada da felicidade. Filhos não podem ser descartados, e muitos têm sido. Ter filhos leva a pessoa a ter de renunciar, ceder, abdicar. Afinal, não foram as crianças que pediram para nascer, não é verdade?

Rosely Sayão, trecho de Esqueceram de mim.
Para ler o texto completo, clique aqui (somente para assinantes UOL).

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Fonte: weheartit

Falo sem receio: sou uma das poucas pessoas que conheço que tem plena consciência do significado de ser mãe. A minha vida é planejada para a chegada dos meus filhos. Não acho a maternidade uma obrigação, tampouco creio que nascemos para isso. Pelo contrário. Há quem não deveria ter filhos. Isso é um problema? Não, se cada pessoa se conhecesse o suficiente para escolher qual vida quer ter. Solteiro e sem filhos, solteiro com filhos, casado sem filhos, casado com filhos. Viajando pela mundo, fixo na mesma cidade, trocando sempre de emprego, trilhando uma carreira, morando na praia, comprando casa no campo. Se a gente não sabe o que quer, qual é o nosso projeto de vida e para que ou quem realmente queremos nos dedicar, as nossas escolhas erradas baterão na nossa porta. E no caso dos filhos, o desastre será imensamente maior.

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2 comentários sobre “Esqueceram de mim

  1. Concordo contigo, Cássia. Nem todas as pessoas deveriam ter filhos. Minha filha nasceu há 3 meses e me faz muito feliz. Financeiramente não era o momento certo, mas emocionalmente sinto-me estável e pronta para o desafio de cuidar de um serzinho tão maravilhoso. Abdicar os prazeres de alguém sem filhos nem me parece um sacrifício, pois a realização que obtenho com a companhia e o sorriso dela são momentos indescritíveis. Sou uma mãe feliz, que não acredita que o filho veio para privar, pelo contrário: nunca fui tão plena e realizada. Nenhum emprego, carreira etc me deu esse sentimento de forma tão significativa.

    bjus

  2. Vanessa, que lindo o seu comentário! Logo lembrei daquele trecho do texto em que a mãe indaga a psicóloga sobre o que fazer com o que perdeu. Fiquei triste, porque pensei: “Ela não pensa no que ganhou?” E foi exatamente o que você respondeu. Dá para sentir realmente como você está plena e realizada. Desejo, de coração, que essa plenitude só cresça. E felicidades para você e sua linda pequena.

    Doce beijo.

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