Paixão e sabedoria

Literatura, Sociedade

A paixão é fortemente sexuada. Pode virar amor? Não é fácil, se são fenômenos opostos. […] A própria palavra paixão designa algo que não controlamos, tanto que se opõe não só à razão, mas à ação: na paixão, somos passivos. Podemos nos sentir fortes, potentes: o fato é que somos passivos. Podemos nos sentir livres, poderosos: mas estamos sob uma possessão.

[…] Hoje, os laços, mesmo firmados no altar, são mais frágeis, a paixão irrompe com facilidade, tudo parece possível. Reivindicamos o direito à felicidade e a confundimos com prazer, sexo, paixão. Mas pode ser que o sofrimento num mundo que exalta a paixão seja até maior do que no passado.

[…] Nosso tempo está carregado de ilusões. Talvez a contrapartida da ampla liberdade de que desfrutamos hoje, na vida política mas sobretudo na pessoal, seja um leque enorme de fantasias – e de sofrimento. Conhecer-se melhor ajuda a viver. Diante da paixão, é bom cultivar a sabedoria.

Renato Janine Ribeiro, Paixão e sabedoria. Revista da Cultura, agosto de 2010, edição 37.
Para ler o texto completo, clique aqui.

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