A origem

Cinema

Eu falei de A origem, com seu título original, em maio (para ver, clique aqui). E eu realmente esperei ansiosamente pela sua estreia.

Dizer que o filme é sensacional é pouco. De várias maneiras, sob diferentes aspectos, é um dos melhores que já assisti. De verdade. Entrou para a minha lista de preferidos e será revisto o quanto for possível.

Escrito e dirigido por Christopher Nolan, eu já havia me impressionado com Amnésia. E agora? O roteiro, os atores, os efeitos (que são incríveis, mas estão ali a favor da história), tudo se encaixa. Tudo. É emocionante estar diante de algo assim. E quem ama cinema entende isso perfeitamente.

Saí do cinema meio atordoada. Só grandes filmes fazem isso comigo.

*

Crítica de Ana Maria Bahiana sobre o filme. Para ler, clique aqui. Eu a respeito tanto, mas tanto, que esperei pelo filme por conta de seus comentários há meses. Ainda bem que fiz isso!

Crítica de Pablo Villaça, do Cinema em Cena, outro profissional que respeito imensamente. Para ler, clique aqui. O texto é bem mais legal para quem já assistiu ao filme.

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3 comentários sobre “A origem

  1. “A origem”

    Mesmo que levássemos em conta apenas a superfície imediata do entretenimento, o filme superaria a média industrial hollywoodiana. Nem tanto por mérito do jovem e talentoso Cristopher Nolan, mas graças ao arrojo técnico empregado para contar sua história mirabolante. Os efeitos visuais atingem um grau de ilusionismo assombroso. A edição é exemplar. Prêmios técnicos não faltarão ao filme.
    Há, no entanto, um pequeno detalhe.
    A música “Je ne regrette rien”, cantada por Edith Piaf, surge freqüentemente, servindo a necessidades dramáticas. Os protagonistas a utilizam como uma espécie de gatilho para retornar das viagens pelos sonhos. Depois que os inconscientes foram devidamente treinados, basta-lhes ouvi-la e todos despertam imediatamente, salvando-se de apuros eventuais.
    Mas trata-se também de uma referência exterior ao próprio filme: a canção desloca nosso raciocínio da personagem-chave “Mal” para sua intérprete, a francesa Marion Cotillard. Pois é impossível não lembrar a própria Cotillard no papel de Edith Piaf, cantando exatamente “Je ne regrette rien”.
    Enquanto “Mal” só existe no mundo onírico, a identificação da atriz com seus trabalhos anteriores faz sentido apenas no plano dos espectadores conscientes. A citação extrai os personagens de suas imersões pela fantasia e ao mesmo tempo nos retira de “A origem” (ou do “sonho” representado pelo filme) para devolver-nos à realidade exterior.
    Se qualquer outra canção preservasse o mesmo sentido conveniente à trama (“não lamento nada”), as lucubrações acima virariam delírios absurdos. Mas a escolha dessa música, entre inúmeras possíveis, é precisa e enriquecedora demais para soar casual. E assim descobrimos a essência do código metalingüístico em sua plena realização.

    http://guilhermescalzilli.blogspot.com/

  2. Eu tbm amei esse filme, flor. Não parei de pensar nele por dias depois que eu assisti 🙂

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