Como eu encontro a Poesia?

Cinema, Sociedade

[…] Quando a vida desta Mija que gosta de flores está neste ponto ela descobre que sofre do Mal de Alzheimer. “Você vai esquecer primeiro os substantivos”, diz a médica. “Mas os substantivos são os mais importantes”, retruca Mija.

[…] Em uma das tantas cenas lindas do filme, o professor pede a cada aluno para contar o melhor momento da sua vida. São todos adultos, em geral sofridos, e estão lá em busca de sentido. Uma mulher conta que sua memória mais feliz foi ensinar sua avó a cantar antes de morrer. Mija descreve a cena da infância na qual descobriu que era amada pela irmã. Um homem diz que teve uma existência muito dura e sem nenhum episódio feliz. Então ele lembra que por décadas viveu num porão e agora, quando se transferiu para a cidade, alugou um apartamento barato e ficou lá rolando pelo chão. Havia sido, sim, um momento muito feliz.

Acho que esse exercício pode nos ajudar a perceber a poesia que dá sentido à vida dentro de nós.

Eliane Brum, trechos do texto Como eu encontro a Poesia?, sobre o filme Poetry.
Para ler o texto completo, aqui.
Para assistir ao trailer, legendado em inglês, aqui.

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