Mirian Goldenberg

Sociedade

O que mais me intriga é a questão do poder. Quero entender o que falta para nós, brasileiras, sentirmos o poder que temos. Porque a mulher já tem o poder objetivo: no trabalho, em casa, tem independência financeira. Mas sente uma miséria subjetiva, um vitimismo. Quando fui para a Alemanha fazer uma conferência sobre o corpo, tive um choque cultural que foi o grande clique da minha vida. As alemãs têm casas, carros, viajam, casam ou não, têm filhos ou não, e chegam aos 60 anos felizes. São poderosas subjetivamente também. Falam o que pensam: “Isso está me atrapalhando” ou “não vai me ajudar a lavar a louça?”. São diretas, enquanto nós somos meiguinhas, doces. Gosto desse jeito firme de ser mulher. E dá para continuar sendo feminina, delicada, suave, como é a brasileira.

Mirian Goldemberg, trecho de entrevista para a revista Tpm, out. 2011, n. 114. Para ler a entrevista completa, aqui.

Fonte: Twitter, Marina.

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