Água de colônia

Internet, Literatura

Sinal verde e Aninha segue em frente. Sempre o mesmo pé direito na faixa de pedestre. Sempre pisando apenas nas faixas com seus pequenos pés de bailarina que nunca foi. Duas lojas antes de seu emprego, o antigo ateliê de vestidos de noiva. Duas lojas antes de seu emprego, o sonho inconfessado de uma vida inteira. Cada corte, cada tecido, cada cristal, tudo a lhe brilhar os olhos, a lhe ensolarar a alma. Uma intensidade efêmera toma conta de seus sentidos naqueles exatos doze minutos diários em que contempla a vitrine envelhecida. No reflexo algo esmaecido, quase surge um sorriso. […]

Tom Fernandes, trecho de Água de colônia.
Para ler o conto completo, aqui.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s