Com a boca, ela escreveu uma vida

Sociedade

É por isso que este não é um livro de pena. Perguntei a Eliana que repercussão ela esperava de “Pulmão de Aço” e me deparei com uma personalidade forte e um olhar agudo: “O que fica muito latente, em todo ser dito ‘normal’, é o vício de linguagem, ao dizer: ‘Você é um exemplo de vida’. Penso que todo ser humano, além de ser exemplo de vida ao seu modo, tem que viver na prática o exemplo que é. Mas não só para se beneficiar do outro porque se livrou de uma depressão, de uma tentativa de suicídio, das desgraceiras que poderia ter feito caso não tivesse ouvido uma história como a minha e a de Paulo, ou a de qualquer outro deficiente. Não somos bengalas e nem amuletos da sorte”.

Eliane Brum, trecho de Com a boca, ela escreveu uma vida.
O texto completo, aqui.

*

O texto da Eliane Brum vale a leitura, mas vale mais ainda os trechos do livro “Pulmão de aço”. Foi como se eu tivesse levado um murro logo no começo da semana.

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Um comentário sobre “Com a boca, ela escreveu uma vida

  1. Cássia, querida.
    Apesar de pouco comentar, ando sempre por aqui. E seja com pouco ou muito atraso, sempre leio seus posts. E meu dia hoje começou aos prantos com essa história. O murro também fez seu “estrago” por aqui. E foi forte, bem no meio do estômago.

    E vamos à leitura de Pulmão de Aço (não sei ainda às custas de quantas lágrimas).
    Beijo carinhoso.

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