Viagens necessárias

Internet, Literatura

À mesa, conversando com pessoas que dão a impressão de ter encontrado seus rumos na vida, ela fala sem parar. À sua frente, está a bailarina que conseguiu uma vaga na companhia de dança. Ao seu lado, um engenheiro. Em frente a ele, sua mulher, que está grávida. Todos, com exceção de Frances, estão tranquilos, confortáveis, seguros. Já ela, afobada, faz longas frases, diz coisas sem sentido e, quando é perguntada sobre o que faz, responde: é difícil explicar.

Não que ela não saiba o que quer fazer. Ela quer ser bailarina. Acontece que a vaga da companhia que seria dela não lhe foi oferecida. Então Frances, nesse momento, é uma aspirante – é uma bailarina que ainda não é bailarina.

Em algum ponto da conversa, fala-se sobre Paris. O advogado diz que ele e a mulher vão para lá com frequência, têm até um apartamento na cidade. Frances comenta que nunca foi, mas que tem vontade. A casa é sua quando quiser, ele convida. No fim do jantar, a porta aberta, ela é tomada por uma vontade súbita e pergunta se o apartamento estará vago no fim de semana. Sim, claro, ele ri nervoso. Mas só pelo fim de semana mesmo, ela emenda, pois na segunda de manhã tem um compromisso.

Para continuar lendo o texto, aqui.

Alice Sant’Anna, em “Viagens necessárias”.

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