Não li e não gostei

Literatura

Na coluna anterior, falei de Pierre Bayard e da importância de poder escolher suas leituras, protestando contra a obrigatoriedade imposta pelas escolas.

Diz o autor francês que “a leitura é antes de mais nada a não leitura e, mesmo para os grandes leitores que lhe dedicam a existência, o gesto de tomar e abrir um livro esconde sempre um gesto inverso e simultâneo que escapa à sua atenção: aquele, involuntário, de abandonar e de cerrar todos os livros que, em uma diferente organização do mundo,  poderiam ter sido escolhidos no lugar do feliz eleito”.

É por se tratar de escolhas que defendo a liberdade de poder ignorar certos títulos e antipatizar de antemão com alguns autores por motivos nada objetivos, praticando o mais feroz preconceito sem manifestar sombra de culpa.

Um exemplo: não gosto de ler autores brasileiros contemporâneos, a menos que algo da trama me chame a atenção, como aconteceu com Nada a dizer, de Elvira Vigna. Antes que me persigam neste blog com tochas e tridentes por desdenhar da nossa valorosa produção literária atual, explico: não gosto de ter conhecido pessoalmente os autores. Mais que isso, odeio ter conhecido pessoalmente o mau-caráter de muitos deles e me reservo o direito de não levar em conta a mera existência de tais elementos sobre a face da Terra, quanto menos de ler o que eles escrevem.

Para continuar lendo o texto, aqui.

Vanessa Barbara, em “Não li e não gostei”.

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