Sobre a escravidão

Cinema, Internet, Literatura, Sociedade

Uma das maiores críticas ao filme 12 anos de escravidão foi a respeito da sua crueldade. “As pessoas não querem ver tamanha violência no cinema”, muitos disseram. O mundo gira em torno da violência. O cinema e o mercado do entretenimento fazem fortunas com a violência. O que muitas pessoas não queriam era encarar a realidade. Nada daquilo é ficção, não apenas pela história real de Solomon Northup, mas porque é a história de todos os escravos ao longo dos séculos. Não adianta se recusar a ver: a escravidão ainda é um cancro que existe e cresce entre nós.

De acordo com a ONG Free the Slaves, estima-se que há entre 21 e 30 milhões de pessoas escravizadas ao redor do mundo. Foi a elas que o diretor Steve McQueen dedicou o Oscar de melhor filme recebido por 12 anos de escravidão.

Não costumo utilizar a palavra “obrigatório”, mas cabe neste caso: 12 anos de escravidão deve ser assistido por todos nós. Obrigatoriamente. Chorei demais ao assisti-lo, tanto de angústia quanto de vergonha.

Reconhecer a existência da escravidão, tanto no passado quanto no presente, e fazer o que está ao nosso alcance para combatê-la também é obrigatório. Não nos enganemos, a escravidão continua existindo também no Brasil, como bem mostra a Free the Slaves, que atua no país com a Comissão Pastoral da Terra e o Repórter Brasil.

Descobri essa ONG ao assistir à palestra da fotógrafa Lisa Kristine, que percorreu o mundo vendo de perto a escravidão. Ela tem uma tristeza na voz que, acredito eu, jamais irá desaparecer.

TED Lisa Kristine: Photos that bear witness to modern slavery.

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