Logo agora, Maestro Galeano?

Internet, Literatura

“É uma lembrança muito vaga. Na verdade, nem sei se lembrança mesmo ou construção de memória pelo relato dos outros, que é na verdade como são nossas recordações mais primárias. Nessa zona cinza entre o que é de fato o que vivi e o que me contam que vivi, a primeira lembrança de Eduardo Galeano é lá pelos meus 3,4 anos. Uma resenha boemia como eram as resenhas na casa dos meus pais. E eu maravilhado sempre com aquele povo. Naquele dia mais ainda porque alguns ali falavam algo parecido com o que eu entendia mas não era exatamente o que eu falava. Eduardo Galeano e meu pai eram bons amigos e o uruguaio, apaixonado pelo Rio, em uma de suas centenas de vindas, levou até nossa casa seu amigo, jornalista e escritor dos grandes, Luis Martirena. Eram anos duros, as paredes tinham ouvido e um coronel no terceiro andar tinha sido incumbido de ver quem entrava e saia lá de casa. A inocência de criança me fazia passar e provocar quando ele se achava escondido olhando pela fresta da janela. Pra desespero dos meus pais, eu mandava tchau e ria! Gente sumia, morria, mas a boa resenha entrou noite adentro, com boa música, boas risadas, as discussões quentes e aquela velha vontade de salvar o mundo, além do papo de futebol e obviamente de política. Tudo isso fazia lembrar que a vida valia a pena, apesar de tudo.”

Para continuar a leitura desse belíssimo texto, aqui.

Lúcio de Castro, “Logo agora, Maestro Galeano?”.

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