Pelos corredores escuros e encanamentos sujos da mente

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A saudade de ser amada me assola hoje. Não de ser querida: de ser amada. E a reboque vem a raiva do discurso de autossuficiência, “você precisa SE amar”. Olha, venho me esforçando. Venho tendo relativo sucesso. Mas quando não vejo saída nenhuma e vejo meus demônios virando a esquina e com o punho fechado pra bater na minha porta (imaginem o Sr. Vandemar e o Sr. Croup, de Lugar nenhum, do Neil Gaiman. Se não der pra imaginar tratem de ler, andem logo), minha saída de alguma forma é pensar que tudo seria muito diferente se eu sentisse que sou amada. Que alguém me ama. Olhos brilhantes, borboletas, “oi, liguei pra dizer que amo você”, essas besteiras. Não coloque suas expectativas em outra pessoa, você diz. Eu retruco que quero ler no outro “quero ser amado. Você pode me amar”.

Paliativos, placebos. Não estou me importando hoje.

D., trecho de “pelos corredores escuros e encanamentos sujos da mente”.

Fonte: Suzana, Facebook.

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