A testemunha

Teatro

“A testemunha não é quem enfia por toda a parte o nariz, quem se esforça para ficar o mais próximo possível, ou por intrometer-se nas ações dos outros. A testemunha mantém-se levemente à parte, não quer se misturar, deseja estar consciente, ver o que acontece do início ao fim, e guarda na memória; a imagem dos eventos deveria permanecer dentro dela […] eis a função da verdadeira testemunha, não se intrometer com o próprio mísero papel, com aquela importuna demonstração ‘eu também’, mas ser testemunha – ou seja, não esquecer, não esquecer, custe o que custar.”

Jerzy Grotowski, no artigo “Teatro e ritual”.

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