Que é que se pode fazer, tio Vânia?

Teatro

“Que é que se pode fazer, tio Vânia? Continuar vivendo. Nós vamos continuar vivendo, titio. Vamos atravessar uma fieira interminável de dias tediosos. E noites tediosas. Vamos acertar com toda paciência as provações que o destino nos impuser.”

Trecho de Tio Vânia (aos que vierem depois de nós), Grupo Galpão.
Fonte: Instagram do grupo.

Quer Ver Escuta

Internet, Teatro

“Um colecionador de sons; uma atriz que está perdendo a memória; um homem que guarda uma voz; um cão que estuda línguas; uma sereia que lê poesia; uma mulher em movimento; um locutor em busca de silêncio. A primeira peça radiofônica do Grupo Galpão é um chamado à escuta.”

Essa é a sinopse de Quer Ver Escuta, peça radiofônica do Grupo Galpão. A estreia aconteceu no dia 10 de julho, na Rádio Inconfidência, e vem sendo transmitida ao longo desse mês. Só pelo rádio? Não, a obra completa também está disponível nas plataformas de streaming, dividida em cinco partes.

Eu ouvi todas as partes no mesmo dia. É uma delicadeza, um afago na alma e uma faísca nas ideias. Além disso, é bonito que só.

Mais informações, no site do Grupo Galpão, aqui.

Para ouvir agora, no Anchor (aqui) ou no Spotify (aqui).

Inês Peixoto, do Grupo Galpão. Foto: Mateus Lustosa/Divulgação.

Neste mundo louco, nesta noite brilhante

Teatro

Escrita pela dramaturga Silvia Gomez e produzida pelo Grupo 3 de Teatro, a peça Neste mundo louco, nesta noite brilhante protagonizada por Yara de Novaes e Débora Falabella se transformou em uma websérie de cinco episódios para comemorar os 15 anos do grupo. Em vez da peça filmada diretamente do palco, essa produção foi realizada em estúdio, com algumas cenas externas, além de trechos de ensaios e entrevistas com mulheres incríveis ao final de cada episódio. Parte integrante da programação “Palco Virtual”, do Itaú Cultural, essa websérie foi publicada ao longo de cinco semanas, e agora já está completa.

Cena de Neste mundo louco, nesta noite brilhante. Foto: João Caldas/Divulgação.

Ano passado, eu quis muito assistir a essa peça, muito mesmo. Infelizmente, não consegui. Fiquei bem feliz ao saber que poderia assisti-la, mesmo que de uma outra forma. Não é preciso dizer que já assisti aos cinco episódios, gostei demais como fizeram essa adaptação do palco para o audiovisual. E o final me emocionou de uma maneira difícil de explicar.

Não sei por quanto tempo a websérie ficará disponível, sendo assim, é melhor assistir o quanto antes.

Episódio 1, aqui.
Episódio 2, aqui.
Episódio 3, aqui.
Episódio 4, aqui.
Episódio 5, aqui.

*

Bônus: na primeira edição da revista Maldita, há uma ótima entrevista com a autora da peça, Silvia Gomez. Para ler, aqui.

Ainda cabe sonhar

Teatro

“Bordar, num pano de linho
Um poema tambor que desperte o vizinho.
Pintar, no asfalto e no rosto
Um poema alvoroço que amanhece cidade.
Dançar com tamancos na praça
Cantar, porque um grito já não basta
Esfarrapados, banguelas,
Meninos de rua, poetas, babás.
Vistam seus trapos, abram os teatros,
É hora de começar:
Alerta, desperta, ainda cabe sonhar.
Alerta, desperta, ainda cabe sonhar.”

“Ainda cabe sonhar”, Cantata para um bastidor de utopias, Cia do Tijolo.

As músicas do espetáculo, aqui.
O espetáculo, aqui.