Vida é

Música

Eu cursei todo o meu ensino fundamental – na época, dividido entre primário e ginásio – em escola pública. Ali foi a base da minha formação. Uma ótima base, é importante ressaltar.

Uma das minhas lembranças mais vívidas é esta música. A minha professora de Ciências da quinta série colocava suas turmas para cantá-la nos eventos escolares ao som do CD. Lembro da voz da menina cantando, lembro de mim no pátio com o folheto em mãos, guardo passagens inteiras de cor.

Pelo que pesquisei, a música faz parte de um CD do MAC – Movimento de Adolescentes e Crianças.

A letra diz muita coisa. E disse muito ao meu coração de criança lá pelos idos da década de 1980.

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Vida é sonhar, ter esperança, é
Amar igual criança, é
Ter paz e ter um pão

Vida é brincar, ter liberdade, é
Justiça e verdade, é
Um mundo mais irmão

Eu queria ver o mundo diferente do que é
Que as pessoas se ajudassem
Que existisse muita fé
Que a mão da gente grande não se erguesse pra bater
Mas com a gente conversasse, ensinando o que viver

Eu queria que meu pai parasse hoje de beber
Não brigasse com minha mãe, tão cansada de sofrer
Eu queria ver o mundo formando um só coração
Eu queria a sua mão segurando a minha mão

Eu queria que meu pai tivesse onde trabalhar
E que minha mãe pudesse ao meu lado sempre estar
Que o dinheiro lá em casa desse pra gente viver
E um pouquinho lá sobrasse para um brinquedo eu ter

Eu queria ver a fome e a violência acabar
Quem tem o poder nas mãos e quisesse me ajudar
Eu queria ver o mundo formando um só coração
Eu queria a sua mão segurando a minha mão.

Não queria ver crianças abandonadas sem um lar
Nem ver pais se separando sem com os filhos preocupar
Não queria ver o preço da comida a subir
Nem tão pouco ver a guerra tantos homens destruir

Sei de gente que podia ajudar e nada faz
Só não sei como consegue dormir cada noite em paz
Eu queria ver o mundo formando um só coração
Eu queria a sua mão segurando a minha mão

“Vida é”, parte integrante do CD MAC Crianças Unidas.

A glória das minúcias da Rainha da Vírgula da The New Yorker

Internet

Sou formada em Comunicação Social, mas trabalhei vários anos de revisora de textos. Hoje tenho sido redatora, mas confesso sentir uma imensa saudade da caneta vermelha.

Por isso, como não me ver em Mary Norris? Revisora de textos por mais de trinta anos, ela trabalhou na revista The New Yorker durante praticamente toda a sua carreira. Neste TED, ela relata algumas particularidades da profissão e situações pelas quais ela passou na revista. Vale apenas para quem é da área? De maneira alguma, se você tem amor pela palavra, essa palestra também é para você.

Essa apresentação é de 2016, ano em que ela ainda trabalhava na The New Yorker. Conhecida pelo apelido Comma Queen (Rainha da Vírgula), hoje ela é escritora. Quem quiser saber mais sobre Mary Norris, o seu site e perfil no Twitter.

(O vídeo tem legendas em português.)

The nit-picking glory of The New Yorker’s Comma Queen, Mary Norris, TED, 2016.

Durante a tormenta

Cinema

Duas tempestades separadas por exatos 25 anos: a nova moradora de uma casa encontra o seu antigo morador por meio de uma fita cassete. Ela o salva de morrer atropelado no passado e assim muda o curso de duas histórias, a dele e a sua. Agora ela corre contra o tempo para reencontrar a própria filha.

Parece um mote comum, mas deu origem a um belo filme: uma história bem contada e um final de enternecer o coração.

O trio principal é conhecido por quem gosta de obras espanholas e argentinas: Adriana Ugarte, do filme Julieta (2016) e da série O tempo entre costuras (2013-2014); Álvaro Morte, da série La casa de papel (2017-2021); e Chino Darín, do filme Uma noite de 12 anos (2018).

Durante a tormenta (2018) é dirigido por Oriol Paulo, o mesmo diretor do ótimo Um contratempo (2016). Ambos estão disponíveis na Netflix.


Trailer de Durante a tormenta (2018), Oriol Paulo.

Royals

Música

Sabe aquela música que você conhece, já ouviu diversas vezes, mas não sabe o nome tampouco quem canta? Era assim com essa música, hoje eu esbarrei com ela e fui atrás para finalmente descobrir: é “Royals”, da Lorde. Agora ela não sai da minha cabeça!

Lorde, “Royals” (US version), out. 2013