“Fui morto na internet como se fosse um zumbi da série The Walking Dead”

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Conclusão: associaram La Bête ao mais horrível dos transtornos. Na vida pública, retiraram a minha segurança, a de minha família, a de meus amigos e daqueles que se manifestaram a favor da performance, do Museu de Arte Moderna de São Paulo e do Goethe-Institut (Salvador, Bahia). Recebi 150 ameaças de morte de pessoas que estão livres nas ruas, com seus perfis ativos nas redes sociais. Recebi ameaças de anônimos, de robôs.

É necessário reiterar que, em La Bête, quem dobra e desdobra o corpo do artista – que precisa estar disponível para receber o comando dos participantes – são aqueles que se autorizam a entrar em cena ou a falar sobre ela. Participar é uma escolha, não uma condição.

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Fui também caluniado por pessoas que, para permanecerem em seus cargos políticos, aderiram ao movimento daqueles que se autodenominam “cidadãos de bem”, tentando se camuflar sob o véu do cristianismo. Nasci em uma família cristã e sei que cristãos não gostam de sangue. Quem gosta de sangue são os homicidas.

Trechos da entrevista de Wagner Schwartz a Eliane Brum.
Para ler a entrevista completa, aqui.

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Cozinha, cultura e política: entrevista com Paola Carosella

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“Para mim, como pessoa, em casa não como cozinheira profissional, saber cozinhar é uma bênção, libertador. […] A importância de saber cozinhar para mim tem a ver com algumas coisas. Primeiro, que você come, a independência, por sobre todas as coisas. Você não depender de outra pessoa, ou de uma empresa, ou de um restaurante, ou de um telefone, você poder cozinhar, o que te leva a saber comprar, a se organizar melhor e a comer aquilo que você gosta. […] Nem todo mundo tem que gostar de cozinhar, mas assim como a gente toma banho, escova os dentes, se cuida, cozinhar é uma forma de se cuidar.”

Paola Carosella, em entrevista ao Nexo Jornal.

O vídeo da entrevista completa, que vale muito a pena.

Revelar os negativos | Debora Noal

Sociedade

Entrevista impressa, entrevista para a televisão, palestra, a psicóloga Debora Noal já foi uma presença constante neste blog. Há poucos dias, assisti a essa palestra e novamenta parei para ouvi-la, coisa que sempre faço com atenção e coração aberto.

A Debora Noal lançou um livro há pouco tempo, “O humano do mundo – diário de uma psicóloga sem fronteiras”, aqui.

Para ver os posts anteriores, aqui.

“Revelar os negativos”, Debora Noal, TED, 2015.

Gênero na escrita

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“Então, qual é o meu ponto? Não há uma resposta definitiva, ela é uma resposta a depender de quem seja a sua audiência e o momento. Eu só queria provocar que qualquer que seja a sua escolha, ela seja uma escolha inclusiva, inclusiva para todas aquelas pessoas que venham a ler. Escrever no feminino ou no masculino tem implicações políticas e de representação, mas ele ainda é inclusivo para todas as pessoas em diferentes formas de se aproximar de um texto escrito.”

Debora Diniz, trecho do vídeo “Gênero na escrita”.