O amanhã não está à venda

Literatura, Sociedade

“Quando engenheiros me disseram que iriam usar a tecnologia para recuperar o rio Doce, perguntaram a minha opinião. Eu respondi: ‘A minha sugestão é muito difícil de colocar em prática. Pois teríamos de parar todas as atividades humanas que incidem sobre o corpo do rio, a cem quilômetros nas margens direita e esquerda, até que ele voltasse a ter vida’. Então um deles me disse: ‘Mas isso é impossível’. O mundo não pode parar. E o mundo parou.”

Ailton Krenak, “O amanhã não está à venda”, Companhia das Letras.
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Caros camaradas,

Sociedade

“Temos, geralmente, tendência a exagerar nossa força e nossa fraqueza: assim, durante tempos revolucionários, parece-nos que a menor de nossas ações deve ter consequências incalculáveis ​​e, por outro lado, em certos momentos de marasmo, toda a nossa vida, embora inteiramente dedicada ao trabalho, parece-nos infrutífera e inútil, e acreditamos que somos levados pelo vento da reação.

“Então, o que deve ser feito para nos manter em um estado de vigor intelectual, de atividade moral e de fé na luta justa?”

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Carta escrita por Élisée Reclus para abertura de um congresso anarquista em Barcelona, 1901, traduzida por Sandra Guimarães (www.papacapim.org).

Para que serve um bilionário?

Sociedade

“Se você trabalhasse os próximos 50 anos ininterruptos, sem perder um dia, sem nunca ficar doente, sem nunca tirar férias, de segunda a segunda, sem gastar um real, você precisaria ganhar mais de 54 mil reais por dia e você ainda não se tornaria um bilionário ao fim de 50 anos (o valor total seria pouco mais de 986 milhões de reais). Você já entendeu que nenhum bilionário trabalhou para ser um bilionário, mas explorou outras pessoas que trabalharam para ele para que ele juntasse o dinheiro suficiente para poder então viver de explorar outras pessoas?”

Rita Von Hunty, em “Para que serve um bilionário?”, Carta Capital, 2019.