Neste mundo louco, nesta noite brilhante

Teatro

Escrita pela dramaturga Silvia Gomez e produzida pelo Grupo 3 de Teatro, a peça Neste mundo louco, nesta noite brilhante protagonizada por Yara de Novaes e Débora Falabella se transformou em uma websérie de cinco episódios para comemorar os 15 anos do grupo. Em vez da peça filmada diretamente do palco, essa produção foi realizada em estúdio, com algumas cenas externas, além de trechos de ensaios e entrevistas com mulheres incríveis ao final de cada episódio. Parte integrante da programação “Palco Virtual”, do Itaú Cultural, essa websérie foi publicada ao longo de cinco semanas, e agora já está completa.

Cena de Neste mundo louco, nesta noite brilhante. Foto: João Caldas/Divulgação.

Ano passado, eu quis muito assistir a essa peça, muito mesmo. Infelizmente, não consegui. Fiquei bem feliz ao saber que poderia assisti-la, mesmo que de uma outra forma. Não é preciso dizer que já assisti aos cinco episódios, gostei demais como fizeram essa adaptação do palco para o audiovisual. E o final me emocionou de uma maneira difícil de explicar.

Não sei por quanto tempo a websérie ficará disponível, sendo assim, é melhor assistir o quanto antes.

Episódio 1, aqui.
Episódio 2, aqui.
Episódio 3, aqui.
Episódio 4, aqui.
Episódio 5, aqui.

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Bônus: na primeira edição da revista Maldita, há uma ótima entrevista com a autora da peça, Silvia Gomez. Para ler, aqui.

“Ama”, de Julie Gautier

Dança

Inspirada pelas japonesas que coletam pérolas no mar, a cineasta e mergulhadora Julie Gautier é a protagonista desta obra, em que dança a 10 metros de profundidade sem qualquer equipamento para respirar. Foram vários mergulhos curtos até completar a duração do vídeo, de seis minutos. A coreografia é de Ophélie Longuet. O resultado é arrasador, eu fiquei imensamente emocionada.

Para assistir ao making off, aqui.
Em 2020, foi lançada uma versão com outra música. Para assistir, aqui.
Para saber mais, aqui.

Ama (2018), de Julie Gautier

O amanhã não está à venda

Literatura, Sociedade

“Quando engenheiros me disseram que iriam usar a tecnologia para recuperar o rio Doce, perguntaram a minha opinião. Eu respondi: ‘A minha sugestão é muito difícil de colocar em prática. Pois teríamos de parar todas as atividades humanas que incidem sobre o corpo do rio, a cem quilômetros nas margens direita e esquerda, até que ele voltasse a ter vida’. Então um deles me disse: ‘Mas isso é impossível’. O mundo não pode parar. E o mundo parou.”

Ailton Krenak, “O amanhã não está à venda”, Companhia das Letras.
Para baixar o livro gratuitamente, aqui.