O que é racismo estrutural?

Sociedade

Em apenas 10 minutos, uma aula de Silvio Almeida, filósofo do direito e presidente do Instituto Luiz Gama Silvio Almeida.

“Agora, o que espanta e eu acho que essa é a questão mais fundamental de como o racismo ele é estrutural e ele é estruturante das relações sociais e da formação dos sujeitos é que não há, mesmo entre as pessoas que não aceitam esse tipo de violência, qualquer tipo de ação política efetiva para se voltar contra isso. Ou seja, nós, de alguma maneira, naturalizamos a violência contra pessoas negras. A sociedade naturaliza a violência contra pessoas negras.”

O depoimento de Dilma Rousseff

Sociedade

“As mulheres brasileiras têm sido neste período um esteio fundamental para minha resistência, me cobriram de flores e me protegeram com sua solidariedade. Parceiras incansáveis de uma batalha em que a misoginia e o preconceito mostraram suas garras. As brasileiras expressaram neste combate pela democracia e pelos direitos sua força e resiliência. Bravas mulheres brasileiras que tenho a honra e o dever de representar como primeira mulher presidenta da República.”

Dilma Rousseff, depoimento no Senado Federal, processo de impeachment, 29 ago. 2016.

Quando Dilma Rousseff venceu sua primeira eleição, eu escrevi este texto. No dia da sua posse, publiquei esta imagem. No dia da sua segunda posse, escrevi este pequeno texto em que falei sobre democracia. Mal sabia eu que seria justamente ela, a democracia, que estaria no centro da praça, prestes a ser degolada.

Eu sempre as defendi, tanto a Dilma Rousseff quanto a democracia, e não consigo mensurar o que será vê-las saindo juntas de mãos dadas em breve.

O vídeo mostra os 45 minutos do seu depoimento no Senado Federal. A sua firmeza moral, a sua dignidade e as suas palavras serão relembradas, repassadas, revistas e revividas nas próximas décadas, independentemente do que qualquer pessoa pense ou sinta sobre ela. Pelo menos isso ninguém tirará da nossa história.

Luciano do Valle cantou a bola de Bárbara

Internet

Quem ama futebol. Quem amava as narrações do Luciano do Valle. Quem sabe o quanto ele amava o esporte e o quanto ele incentivava o futebol feminino. Este texto desmanchará o coração de quem reconhece tudo isso. Eu chorei.

“Quando Pinilla mandou aquela bola no travessão do Mineirão no Brasil X Chile de 2014, ele havia acabado de chegar. Como sempre fez com elegância, quando não concorda com algo, prefere o silêncio. Ou o trabalho bem feito. Contra a Alemanha, na semifinal da Copa, ele não disse nada para o novo patrão. Mas pensou quanto diria ao microfone que tão bem usou por mais de 50 brilhantes anos.

“Quando a australiana mandou em 2016  um balaço no mesmo travessão do Mineirão, ele resolveu se levantar. Não falara nada em 2014 que tanto sonhou com a Copa por aqui. Mas agora, com as meninas que sempre tratou tão bem, que tanto levantou a bola, já era demais!”

Para continuar lendo o texto, aqui.

Mauro Beting, em “Luciano do Valle cantou a bola de Bárbara. Brasil 7 X 6 Austrália, nos pênaltis”.

Romance em doze linhas

Literatura

quanto falta pra gente se ver hoje
quanto falta pra gente se ver logo
quanto falta pra gente se ver todo dia
quanto falta pra gente se ver pra sempre
quanto falta pra gente se ver dia sim dia não
quanto falta pra gente se ver às vezes
quanto falta pra gente se ver cada vez menos
quanto falta pra gente não querer se ver
quanto falta pra gente não querer se ver nunca mais
quanto falta pra gente se ver e fingir que não se viu
quanto falta pra gente se ver e não se reconhecer
quanto falta pra gente se ver e nem lembrar que um dia se conheceu

Bruna Beber, em “Romance em doze linhas”.