Endangered

Cinema

O trabalho de quatro jornalistas ao longo de um ano (sendo uma brasileira, a Patricia Campos Mello) e as perseguições sofridas pela imprensa: esse é o tema do documentário Endangered (2022).

Eu acompanho esse assunto há um tempo, mas assistir aos acontecimentos é outra coisa, temos uma clareza maior da gravidade da situação. Chega a ser assustador.

O documentário está disponível na HBO Max sob o título Em perigo (2022). Vale a pena assistir.

Em perigo (2022), trailer legendado.
O trailer original, aqui.

Miopia, preconceito, falta de curiosidade: os vícios da Academia

Cinema

Se alguém me perguntar há quanto tempo eu assisto a filmes e acompanho cinema, não saberei precisar. Mas lembro de mim pequenina, em frente à televisão, assistindo a O mágico de Oz e absolutamente fascinada: talvez o amor tenha surgido aí.

Em relação ao Oscar, acompanho desde a adolescência. Assisto à cerimônia ao vivo até o fim e todo ano falo para mim mesma: vou desistir, cansei. No dia e hora marcados, lá estou eu.

Por fim, por um bom tempo da minha vida eu li críticas de cinema. Até curso eu fiz, onze anos atrás, com um renomado crítico e senti que perdi dinheiro (o crítico em questão entende muito do assunto, mas a sua soberba suplanta qualquer conhecimento). Aí vieram os canais de resenha na internet e aquela maneira adolescente de falar, aliada ao conhecimento raso, não era para mim. Até o dia em que encontrei o canal da Isabela Boscov. Eu a conhecia dos tempos de revista Veja, mas raramente a lia. Que maravilha os seus vídeos, um melhor que o outro.

Reunindo cinema, Oscar e crítica, vim compartilhar este excelente vídeo da Isabela Boscov, “Miopia, preconceito, falta de curiosidade: os vícios da Academia”. Ela vai além do prêmio, analisa a atual crise do cinema e termina de maneira brilhante. Ela conseguiu me lembrar por que amo tanto cinema.

Isabela Boscov, “Miopia, preconceito, falta de curiosidade: os vícios do Oscar”, 13 fev. 2022

Durante a tormenta

Cinema

Duas tempestades separadas por exatos 25 anos: a nova moradora de uma casa encontra o seu antigo morador por meio de uma fita cassete. Ela o salva de morrer atropelado no passado e assim muda o curso de duas histórias, a dele e a sua. Agora ela corre contra o tempo para reencontrar a própria filha.

Parece um mote comum, mas deu origem a um belo filme: uma história bem contada e um final de enternecer o coração.

O trio principal é conhecido por quem gosta de obras espanholas e argentinas: Adriana Ugarte, do filme Julieta (2016) e da série O tempo entre costuras (2013-2014); Álvaro Morte, da série La casa de papel (2017-2021); e Chino Darín, do filme Uma noite de 12 anos (2018).

Durante a tormenta (2018) é dirigido por Oriol Paulo, o mesmo diretor do ótimo Um contratempo (2016). Ambos estão disponíveis na Netflix.


Trailer de Durante a tormenta (2018), Oriol Paulo.

Cafarnaum

Cinema

Desde a adolescência, eu escolho um filme ou o episódio especial de alguma série para assistir no dia do meu aniversário. Antes eu ia à locadora, hoje eu passeio pelas plataformas de streaming.

Fiz aniversário mês passado e o meu escolhido da vez foi Cafarnaum (2018), dirigido pela Nadine Labaki. O filme conta a história do menino Zain, que resolve processar os pais por ter nascido.

A sua decisão não é aleatória, ele sofre violência constantemente. Isso não tem a ver com a pobreza da família, temos uma outra história semelhante como contraponto. Sim, as necessidades básicas de uma criança passam diretamente pelas condições financeiras, mas cuidado, amor, afeto e segurança também são a base da formação de qualquer criança.

O filme é triste, mas carrega uma beleza singular. A força motriz do filme é o protagonista e a cena final é uma delicadeza. Difícil não chorar.

Cafarnaum (2018) está disponível na Amazon Prime.

Trailer legendado do filme Cafarnaum (2018), Nadine Labaki.