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O momento em que o ano acaba

04/12/2009

Daqui a duas semanas, eu me apresentarei no meu quinto espetáculo de fim de ano: teatro em 2005 e 2006; dança em 2007, 2008 e 2009. Sem contar 2002 e 2003, quando meus alunos de teatro se apresentaram. Ou seja, são cinco anos seguidos de ensaios, tensão, aquecimento, espera, coxia e palco.

Foto: misswallflower

Há nisso um grande problema. O ano, para mim, não acaba no dia 31 de dezembro, mas depois dos aplausos.

Quando eu não me apresentar, vou me perder no calendário.

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A partida

03/12/2009

A partida (Departures) é um filme japonês, ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro deste ano. Conta a história de um violoncelista que, depois de perder o emprego, começa a trabalhar como nokanshi, o responsável pela “preparação” dos corpos de quem acabou de falecer.

É um filme belíssimo, especialmente porque trata de algo que não sabemos lidar. A morte existe, seja de alguém, uma situação, uma etapa da vida. Somos feitos de uma sequência de mortes, mas não nos permitimos o tempo necessário de luto e seguimos com um punhado de mágoa, raiva e tristeza. É preciso aprender a aceitar a mudança, se despedir do passado e partir.

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Breakfast at Tiffany’s

30/11/2009

Mesmo sendo uma apaixonada por cinema, e gostar bastante de moda, eu ainda não tinha assistido ao filme Bonequinha de luxo (Breakfast at Tiffany’s). O que dizer sobre ele?

O filme é uma graça do começo ao fim. Dá para fazer mil análises “profundas” sobre a história e seus personagens, mas nem dá vontade. Quem sabe quando eu ler o livro. Porque o filme corre solto, leve, divertido e gracioso.

E tudo o que falavam sobre a personagem da Audrey Hepburn é verdade: está para nascer mulher tão elegante. E linda. Grace Kelly, você perdeu o posto de mulher mais linda do cinema para mim.

Dormir assim não é para qualquer uma. E quando ela acaba de acordar? Sem comentários.

Além disso, mudei de ideia sobre várias coisas:

  • Eu sempre quis ter uma casa. Agora, eu quero uma quitinete.
  • Eu sempre adorei roupas coloridas. Agora, quero me vestir de preto, branco, bege, cinza. Alguma cor só de vez em quando, como um casaco lindo.
  • Eu nunca gostei de óculos escuros. Agora, eu quero usar.
  • Eu sempre gostei de batom e não pensava em usar delineador. Agora, meu foco serão meus olhos. Quero andar maquiada daquele jeito todos os dias.

*
E sobre meu post passado, lembram quando falei que o anel do pedido de casamento não precisa ser de brilhante? No filme, um simples anel de brinde num pacote de biscoito foi o grande presente. Olhinhos marejados pela delicadeza.

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O pedido de casamento

23/11/2009

Eu acompanho o blog sobre casamentos da Constance Zahn (um dos mais bacanas dentre todos), e hoje ela falou sobre o pedido de casamento. Ela contou que um amigo perguntou se é preciso um anel para fazer o pedido. E, ainda, se existe essa história de pedido.

Os pedidos contados nos comentários são encantadores, tanto os reais quanto os da ficção.

Sim, ainda existe essa história de pedido. Aliás, acho que o casamento já começa aí, quando um homem supera o medo e reconhece que quer construir a sua vida ao lado daquela mulher.

Só quem já sonhou com um pedido de casamento (ou é louca por joias!) reconhece essa caixinha azul. Eu concordo com uma amiga minha: não precisa ser de brilhante, pode até ser de chiclete. O importante é o pedido.

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Um pouco de diversão

22/11/2009

Não vou mais chorar,
mas se eu for chorar, vai ser baixinho
para ninguém me ver

Agora sofre
Sofre
Sooooofre
Sooooofre
Por todo o mal que você me fez

Marisa Orth cantando Sofre.
Para ouvir, aqui.

*
Comecem a ouvir a Rádio UOL e descubram pérolas assim: na música, um homem chora as mágoas porque foi traído. Em  vez de se compadecer, a gente sente vontade de cantar num karaokê bem brega, mas com um mínimo de classe.

Cena do filme Edge of Love

Ainda não assisti ao filme, mas apaixonada pelos figurinos eu estou. É a segunda foto dele publicada aqui.