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Agora é a minha vez de falar dele

30/06/2009

O Michael Jackson fez parte da minha infância. Lembro perfeitamente quando, aos 8 anos, me mudei para a casa onde moro até hoje. No dia seguinte, mesmo na casa nova, meu irmão e eu acordamos cedinho, num sábado, só para assistir ao especial dele. Os dois pequeninos numa sala que só tinha um tapete e uma televisão.

Só percebi que ainda gostava muito dele quando li o Zeca Camargo dizendo em seu blogue que a Madonna foi mais importante para a música pop do que o Michael Jackson. Hã? Podem escrever mil tratados sobre o assunto, mas sinto muito. Tem de ser muito, mas muito bom, para subir num palco e fazer o que ele fazia.

Um talento assim merecia muito mais da vida. E pensar que logo mais ele iria voltar… Além do incrível legado, o que ficou? Gerações irão se divertir assim.

Thanks, Michael! Pode parecer estranho, mas eu sentirei a sua falta.

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Do aniversário: o dia seguinte

27/06/2009

Há muitos homens cujo coração se comove poderosamente pela simples aparência de sofrimento numa mulher, para eles, a tristeza parece ser uma promessa de constância no amor.

Honoré de Balzac, trecho do livro A mulher de trinta anos

*
Um dia a gente aprende que tristeza e sofrimento não precisam fazer parte do nosso vocabulário afetivo. Somos mais felizes quando o amor encontra as palavras segurança e serenidade.

*
E agora sim eu posso dizer: sou parte do time das balzaquianas.

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O dia do aniversário

26/06/2009

Natalie Portman

Aquela que resolveu trabalhar com livros, passou anos pensando nas palavras, vagou pelo teatro e hoje leva a alma na ponta dos pés está fazendo aniversário. Ela pode se deitar sobre a sua história e perceber que já tem um passado. Um lindo passado. Agora o belíssimo futuro se anuncia, porque não aguenta mais esperar para chegar.

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Do aniversário: as memórias

25/06/2009

E não é que a Melissa está fazendo 30 anos? Eu não poderia perder a chance de colocar aqui o comercial de comemoração da data, especialmente nesta semana.

Encontrei no cantinho da querida Stephanie.

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Do aniversário: o envelhecer

24/06/2009

Uma noite de lua pálida e gerânios
ele viria com boca e mãos incríveis
tocar flauta no jardim.
Estou no começo do meu desespero
e só vejo dois caminhos:
ou viro doida ou santa.
Eu que rejeito e exprobro
o que não for natural como sangue e veias
descubro que estou chorando todo dia,
os cabelos entristecidos,
a pele assaltada de indecisão.
Quando ele vier, porque é certo que vem,
de que modo vou chegar ao balcão sem juventude?
A lua, os gerânios e ele serão os mesmos
— só a mulher entre as coisas envelhece.
De que modo vou abrir a janela, se não for doida?
Como a fecharei, se não for santa?

Adélia Prado, em Serenata

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Do aniversário: o crescer

23/06/2009

[...] o perfazer de um destino: a juventude, do nascimento que tantas vezes carrega consigo um auspício ou uma condenação, ao afastamento de casa, às provas para tornar-se adulto e depois maduro, para confirmar-se como ser humano.

Ítalo Calvino, em Fábulas italianas, citação no livro Fadas no divã, p. 25

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Semana de aniversário

22/06/2009

Eu farei aniversário na sexta-feira, então hoje começo a contar os dias para os meus 30 anos.

Audrey Hepburn

“Não era à toa que ela entendia os que buscavam caminho. Como ela buscava arduamente o seu!”

Clarice Lispector, em Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres

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A boazinha

19/06/2009

Tentar ser boa, disciplinada e submissa diante do perigo interno ou externo, ou a fim de esconder uma situação crítica psíquica ou no mundo objetivo, elimina a alma da mulher. É uma atitude que a isola do que sabe; que a isola da sua capacidade de agir.

Clarissa Pinkola Estés, em Mulheres que correm com os lobos, p. 182

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Fazer terapia não é nada fácil, mas é libertador.

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E se eu…

17/06/2009

Lembro direitinho desse comercial e reencontrei por acaso. Eu me emocionei do mesmo jeito…

Porque é assim que eu quero ter.

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Rodando

15/06/2009

Assistia ao mundo, rodava macio tudo, o ônibus, a vida, nem protagonista nem autora, era figurante, nem ao menos fazia o ponto naquele teatro perfeito, era só plateia. Aplaudia, gostando sinceramente de tudo. [...] Estava muito surpresa com a perfeita mecânica do mundo e muitíssimo agradecida por estar vivendo.

Adélia Prado, trecho do conto Rodando

Foto: Caroline Tran