Silenc

“Quanto de uma língua é silêncio?”

Silenc é uma visualização de uma interpretação das letras silenciosas nos idiomas dinamarquês, francês e inglês. São as letras que não são pronunciadas quando as palavras são faladas.

Neste vídeo, foi utilizada uma coletânea de textos de Hans Christian Andersen nesses três idiomas. Todas as letras não pronunciadas estão destacadas em vermelho. Depois, separaram em diferentes páginas as letras faladas das que não são. A surpresa?

Na linguagem, é o não dito que faz a maior parte do trabalho.

Para ver o processo em fotografias, aqui.

Fonte: Ebook Friendly, Facebook.

Sobre liberdade de expressão

Edklinth julgava que sua principal tarefa era defender a liberdade que os suecos tinham de pensar e dizer exatamente o que queriam, mesmo (que) ele não partilhasse um segundo sequer com o teor desses pensamentos e declarações.

Tal liberdade, no entanto, não significa que tudo seja permitido, o que alguns xiitas da liberdade de expressão, notadamente pedófilos e grupos racistas procuram fazer valer no debate da política cultural.

Stieg Larsson, em “A rainha do castelo de ar”.

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Ainda farei um post sobre a excelente Trilogia Millennium (“Os homens que não amavam as mulheres”, “A menina que brincava com fogo” e “A rainha do castelo de ar”), mas, por enquanto, vale apenas esse trecho. Especialmente para quem confunde “liberdade de expressão” com “incitação à violência”.

Kismet Diner

“Há milhares de histórias de amor esperando para serem vividas todos os dias. Fé? Destino? Quem sabe? Essa é só mais uma história.”

Uma garçonete canta toda noite para um único rapaz e ele sequer presta atenção. Depois, ela entende o motivo. Quando o vídeo chega ao fim, já estamos sorrindo…

O vídeo original, sem legendas, aqui.

Fonte: SocialFly (e a Lídia, que o compartilhou no Facebook).

Contar sobre a ditadura até que a história crave nos ossos dos mais jovens

[...] o impacto de não resolvermos o nosso passado se faz sentir no dia-a-dia dos distritos policiais, nas salas de interrogatórios, nas periferias das grandes cidades, em manifestações, nos grotões da zona rural, com o Estado aterrorizando ou reprimindo parte da população (normalmente mais pobre) com a anuência da outra parte (quase sempre mais rica). A verdade é que não queremos olhar para o retrovisor não por ele mostrar o que está lá atrás, mas por nos revelar qual a nossa cara hoje.

Lembrar é fundamental para que não deixemos certas coisas acontecerem novamente.

Que o Supremo Tribunal Federal reconsidere e afirme que crimes contra a humanidade, como a tortura, não podem ser anistiados, nunca.

Que a história dos assassinatos sob responsabilidade da ditadura seja conhecida e contada nas escolas até entrar nos ossos e vísceras de nossas crianças e adolescentes a fim de que nunca esqueçam que a liberdade do qual desfrutam não foi de mão beijada.

Mas custou o sangue, a carne e a saudade de muita gente.

Leonardo Sakamoto, trechos de “Contar sobre a ditadura até que a história crave nos ossos dos mais jovens”.
Para ler o texto completo, aqui.

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Quem quiser acompanhar a cronologia do golpe militar, e suar frio por isso, siga no Twitter o perfil @golpe1964.

A irmã de Freud

“O ser humano percebe uma clara diferença entre si mesmo e o mundo, pode sentir e pode ser insensível, mas a minha dor é sempre a minha dor, a minha felicidade é sempre a minha felicidade, por mais que eu a compartilhe com os outros, já a dor e a felicidade do outro nunca poderão ser plenamente minhas.”

Goce Smilevski, em A irmã de Freud.
Sobre o livro, aqui.