O mundo da gente morre antes da gente

É essa a morte silenciosa que vai se alastrando pelos dias. Conto meus imortais ainda vivos, os de longe e os de perto. Digo seus nomes, como se os invocando. Peço que não se apressem, que não me deixem só, que não me deixem sem saber de mim. O acaso, a vida que muda num instante, me assusta tanto quanto esse meu mundo que morre devagar. É essa a brisa quase imperceptível que adivinho soprando nos meus ossos. Muitas vezes finjo que não a escuto. Mas ela continua ali, intermitente, sussurrando para eu não esquecer de viver.

Eliane Brum, trecho de “O mundo da gente morre antes da gente”.
Para ler o texto completo, aqui.

Fonte: Laís, Twitter.

Da corrupção

Durma com esta: Só não há corrupção onde não há poder. Onde há decisão a ser tomada, há potencial corrupção. Dinheiro, afagos, simpatia, sedução: cada movimento que pretende transformar uma decisão em nome do próprio apetite é uma atitude corruptora.

Clóvis de Barros Filho, em seu perfil do Facebook.

Blues da piedade

“Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem”

Trecho de “Blues da piedade”, Cazuza na voz de Ana Cañas.

Elena − Memórias de uma criação

O documentário Elena conta a história da irmã de Petra Costa, a diretora do filme. Para saber mais sobre ele, o site oficial, aqui.

Eu acompanho o caminho percorrido pelo filme desde o ano passado, pela sua página do Facebook, e ontem publicaram este vídeo de 15 minutos que conta um pouco sobre o processo de criação do documentário. Sou fascinada por processos de criação, sejam eles do cinema, do teatro, da literatura ou da dança, e este foi especialmente importante para mim.